terça-feira, 22 de novembro de 2011

Crônica


Somos nós que consumimos a tecnologia ou a tecnologia que nos

consome?

A tecnologia traz facilidades e benefícios, mas, somos nós que a consumimos?

Ou somos engolidos por essa nova era tecnológica, em que as pessoas se

sentem nuas quando saem de casa sem o seu telefone celular?

Em nosso dia a dia não vemos mais crianças brincando com seus amigos no

quintal de casa, porque estão de frente ao vídeo game ou conversando com

os amigos do colégio e do bairro pelo computador. As crianças não estão

aprendendo a se relacionar, preferem estar sempre conectados ao mundo

virtual e as mães precisam insistir para que seus filhos deixem seus quartos

e brinquedos eletrônicos e aproveitem um dia ensolarado. Esse apego a

tecnologia e a falta de práticas esportivas estão criando jovens sedentários.

Antes do celular o velho e bom telefone público, o vulgo orelhão era utilizado

pela população, mas, perdeu sua principal função, e passou a ser um painel

de serviços sexuais e ponto de vandalismo de torcidas organizadas. O

que foi inventado ontem acaba sendo recriado ou reformulado hoje e nem

sabemos onde armazenar toda essa tecnologia. Passamos a ter a necessidade

de consumir todos os lançamentos tecnológicos e viramos consumistas

compulsivos.

Antigamente, a informação demorava ainda mais para chegar à população,

o rádio, por exemplo, era uma fonte eficaz de obter uma notícia. Por muitas

vezes, essa notícia demorava até dias para que o ouvinte ficasse sabendo.

Com o surgimento da televisão, as pessoas tiveram a curiosidade de saber

como seria essa questão de poder ver e ouvir ao mesmo tempo um noticiário,

e até mesmo tirar do seu imaginário a cena de uma radio novela. A televisão

vem em uma maré que para conquistar seu público retira do rádio os principais

programas, que passam a ser transmitidos pela TV. A nova geração absorve

todas essas informações em um único meio de comunicação, a internet. E quer

do rádio e televisão a qualidade de transmissão.

Para muitos não existe utilidade por aquilo que é considerado velho. Até

pouco tempo atrás as pessoas que estavam acostumadas com a máquina de

escrever e arquivos, tiveram que se adaptar aos computadores. A tecnologia

passou a ser um divisor de águas, ela determina a sua capacitação no trabalho

e a sua vida social. Hoje ou você se atualiza ou é considerado ultrapassado.

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